Sobre o artista
Mart Krijger (nascido em 1950) é um artista holandês que combina artesanato, materiais luxuosos e influências globais numa linguagem visual distinta e reconhecível. O seu trabalho ocupa a interseção entre o design e as belas-artes, com uma forte ênfase na textura, no brilho e na sobreposição de camadas.
Filho de um artista, Krijger cresceu num ambiente criativo. Estudou na Academia Gerrit Rietveld em Amesterdão e iniciou a sua carreira como designer de joias. Esta formação ainda se reflete nos detalhes refinados e na atenção quase obsessiva ao acabamento nos seus trabalhos atuais. Enquanto um joalheiro pensa em termos de precisão e tensão material, Krijger traduz isso em objetos de parede monumentais e painéis esculturais.
Por volta de 2014, fez uma mudança consciente na sua carreira: da arte aplicada à criação totalmente autónoma. No seu próprio atelier, desenvolveu um estilo próprio que é hoje reconhecido internacionalmente. As suas obras encontram espaço em galerias e coleções em Nova Iorque, Dubai, Banguecoque e Singapura, entre outros locais.
Krijger é conhecido pelas suas combinações ousadas de materiais. Na sua icónica série inicial, Skull Art, deu nova vida a crânios de búfalos e órix, adornando-os com gravuras, cristais, folhas de ouro e couro exótico. Posteriormente, o foco mudou para os painéis de parede de grande escala: mosaicos cuidadosamente construídos com conchas, madeira, mármore, seda, penas, pele de peixe e outros materiais inesperados. Cada superfície é frequentemente selada com uma camada de epóxi de alta qualidade — o seu característico "brilho líquido" — que intensifica a cor e a textura, conferindo à obra um brilho quase líquido.
Tematicamente, Krijger transita entre a natureza e a cultura pop. Peixes na série Fish Mania, insetos monumentais em Insetti Giganto e séries recentes com ténis e Plastic Fantastic demonstram o seu fascínio tanto por formas orgânicas como por ícones contemporâneos. Em todas estas obras, funde influências de diferentes culturas naquilo que descreve como uma forma de "fusão global".
O resultado é uma arte exuberante e requintada: rica em materiais, forte em poder decorativo, mas sempre alicerçada no trabalho artesanal e num olhar atento aos detalhes.
























