Sobre o artista
Jan van Loon (nascido em 1938) estudou na Academia Minerva em Groningen e na Academia Real de Belas Artes de Haia. A sua obra abrange um amplo espectro, tanto em técnica como em temática, e revela um artista que não se limita a um único estilo ou tema.
Ganhou particular fama pelas suas paisagens, nas quais capta as condições meteorológicas, o vento e o espaço como ninguém. Os céus, os bancos de lama e os vastos campos adquirem uma expressividade única na obra de Van Loon, onde o realismo e a abstracção por vezes alternam. Ao mesmo tempo, é versátil: para além de paisagens, pintou inúmeros retratos, incluindo uma impressionante série de doentes com deficiência mental grave, na qual a empatia e a humanidade são centrais.
A sua filiação nos Aquarelistas do Norte sublinha o seu domínio desta técnica, na qual capta a atmosfera do norte com um pincel preciso. Para além da aguarela e da pintura a óleo, trabalhou também em projetos monumentais: em 1988, desenhou um grande relevo no dique perto de Noordpolderzijl, onde é admirado diariamente por muitos visitantes.
Viajar foi também uma fonte de inspiração. Na década de 1980, uma estadia nos Estados Unidos levou a uma série de pinturas sobre o tema dos Viajantes: pessoas em halls de embarque e estações, à espera ou a correr, simbolizando a humanidade moderna sempre em movimento. Uma visita à Islândia resultou numa série de paisagens em que ele transita entre a representação realista e uma representação mais estrutural, quase abstrata, da natureza.
Para além do grande gesto, Van Loon encontra também beleza nas pequenas coisas do quotidiano: copos em cima da mesa, um par de ténis, o interior do seu estúdio, uma almofada ou uma simples sanduíche. Para ele, tudo alberga uma imagem à espera de ser retratada. Esta combinação de mente aberta, artesanato e versatilidade faz de Jan van Loon um artista que celebra a riqueza da visão em toda a sua obra.















































